Uma viagem a Saurimo é motivo de interesse?.
Regresso emocionante...
No final do ano passado soube que uma das minhas interlocutoras, Josefa Duarte Mendonça, iria regressar a Angola. Mas, nesta primeira viagem, não estva prevista uma ida a Saurimo... ficaria pela capital angolana.
Durante o Natal, encontrei a Josefa no Messeger. Teclava de Luanda... a esperança de que ainda iria acopanhar, à distância, um "regresso" a Saurimo desvaneceu-se.
Mais tarde, a nossa Josefa, já em Portugal, disse-me que iria novamente a Angola... com uma visita programada a Saurimo. Claro que esta troca de informações mais uma vez se fez através do Messeger.
EmLuanda. Novamente... a Josefa avançou com uma data para uma eventual visita à ex-Henrique de Carvalho: - Dia de 16 do corrente mês de Fevereiro (uma sexta-feira)... mais umas pequenas conversas, mas sempre uma dúvida persistia, em mim, até que recebi uma primeira pista... o silêncio.
Quem estiver a ler esta "coisa" já deve estar a pergunrtar... silêncio? Como é que o silêncio diz alguma coisa?
Claro que o silêncio, neste caso, diz alguma coisa... muita coisa. Quando surge o silêncio algo está a acontecer... seja o pior ou o melhor.
Poderia ter deliniado vários cenários como, por exemplo, a Gin (Josefa) a ser assaltada em Luanda, resistir ao assalto, atirar com vários meliantes para o caixote de lixo e apanhar uma crise nervos porque, mais de metade, conseguiram fugir... mas não. Imaginei-a rumo a Saurimo onde as Novas Tecnologias da Comunicação não são algo fácil de encontrar. Sim. Gostei desse silêncio.
Eu não gosto do silêncio mas também não gosto do barulho. De tivesse que optar, o silêncio seria a minha primeira motivação.
Ontem, depois da entrevista que fiz, encontrei a nossa Gin on-line. Quebrou-se o silêncio:
DC - Olá... há aí gente?
Gin - Olá tudo bem?
DC - Já foste a saurimo? Ou estás em Saurimo?
Gin - Já fui. Tenho algumas fotos. A máquina encravou. Já estou em Luanda.
Interpretando as palavras que acabara de receber, as primeiras hipóteses surgiram-me... "Tenho algumas fotos"... algumas? 40-50-60?... "A máquina encravou"... encravou na 30ª - 40ª - 50ª...?
Depois de mais alguma (confusa) conversa, passamos à acção... fazer chegar fotografias até nós. Incialmente, através do messeger, as primeiras tentativas falharam. Depois, finalmente, as transferências começaram a decorrer.
(Saurimo vista do ar)
Está terá sido, passados muitos anos, uma das primeiras imagens que a Josefa terá visto de Saurimo... claro que esta imagem, recolhida num voo de avião, pouco é melhor do que as que conseguimos via satélite.
Eu tive, no final do ano passado, uma experincia de voo, num pequeno monomotor destinado à vigilância de incêndios florestais. Vi Castelo Branco, cidade berços desta Comunidade, de uma altura tal que não a conseguia reconhecer... Imaginem o que é alguém estar a sobrevoar uma cidade que não via há ... ? Quantos anos mesmo?
De seguida as palavras da Josefa refuntando-se à este momento:
"É indiscritivel.
Desde que comecei a ver saurimo, ainda no avião, as lagrimas caíam-me sem controlo...
mas foi uma das coisas mais lindas que me aconteceram"
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