COSTA JAPONESA
JAPãO, PEQUENO HISTÓRICO.
Japão é um pequeno país insular, parco de recursos naturais, sustentando uma população maciça de mais de 140 milhões. Não obstante as condições adversas e a estrutura industrial devastada durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão tem trabalhado não só para reconstruir a sua economia, mas, também para alcançar um índice de crescimento econômico que, num espaço de apenas um quarto de século, conseguiu colocar a nação na posição de terceira potência do mundo em termos de escala econômica. Este processo de recuperação e o subsequente crescimento têm suas raízes em numerosos fatores que tem contribuído para a ascensão econômica de hoje. Este mesmo processo tem sido a causa de vário problemas que a economia terá que enfrentar ao ingressar o Japão na década de setenta. Dentre os vários fatores que influíram para o notável desenvolvimento da economia japonesa foram:
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- a indústria química;
- o minério;
- a construção naval;
- o transporte marítimo e
- o cultivo de pérolas.
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INDÚSTRIA QUÍMICA
Atualmente, no Japão, há 11 complexos petroquímicos em operação, todos localizados ao longo da costa. Tais complexos se desenvolveram em estreita relação com a indústria de refinação de petróleo, localizada nas regiões costeiras, áreas convenientes tanto para o transporte marítimo como para o terrestre e próximas aos principais mercados e centros consumidores.
MINÉRIO
Em outubro de 1967, o governo criou a corporação do Desenvolvimento de Petróleo do Japão a fim de fornecer capital de risco às empresas privadas dedicadas à exploração do petróleo ultramar.
Até 1969, 12 companhias japonesas, estabelecidas com este propósito, estavam operando em 15 áreas do mundo, quer associadas ao capital estrangeiro, através de acordo de partilha da produção, quer por concessões dos países interessados.
CONSTRUÇÃO NAVAL
Desde 1956, o Japão se tornou o maior construtor naval do mundo. É também produtor dos maiores navios do mundo, resultados de uma tecnologia altamente desenvolvida, combinada a instalações modernas e técnicas realmente eficientes.
Existem no país, mais de 1.000 estaleiros, dos quais os 28 principais são pertencentes a 14 principais construtores de navios, que respondem por 90% da produção total de navios da nação.
As técnicas utilizadas incluem a foto-marcação eletrônica de chapas de aço, solda de bloco, solda de um dos lados das chapas de navio e o sistema de construção semi-dupla, pelo qual um e meio navios são construídos simultaneamente em um único dique, reduzido o equipamento necessário a um terço, e diminuindo substancialmente o tempo e o custo da construção.
Grandes progressos foram feitos nas instalações de construção de navios automatizados e de controle remoto, reduzindo, assim, as necessidades de mão-de-obra e aumentando substancialmente a sua eficiência.
Em 1960, os estaleiros japoneses lançaram ao mar 1.732.000 toneladas brutas de casco, ocupando 21,5 porcento da tonelagem total do mundo lançada ao mar. No ano de 1969 foram lançadas 9.303.000 toneladas brutas representando 48,2% do total mundial. Da cifra de 1969, 5.626.000 toneladas foram exportadas.
Em 1970, o Japão construiu seis petroleiros de porte colossal de 327.000 toneladas.
TRANSPORTE MARÍTMO
Hoje o Japão tem uma das maiores frotas mercantes do mundo, com mais de 23.987.000 toneladas brutas, incluindo 6 transportadores de recipientes em serviço na rota comercial Japão- Pacífico do Norte.
Cerca de 50 % das importações e importações japonesas são feitas com o uso do transporte marítimo.
No ano fiscal de 1968, a navegação de cabotagem transportou 278 milhões de toneladas de carga, que representavam 42,1% do total de transporte interno de carga do ano, suplantando o das ferrovias e caminhões que ocupavam 21,5% e 36,4%, respectivamente, da cifra global.
No mesmo ano, transitaram pelos portos japoneses , cargas que totalizavam 1.354 milhões de toneladas, 1,7 vezes mais que em 1965. Entrementes, o Governo vem executando, desde 1961, vários planos qüinqüenais para o melhoramento dos portos, a fim de fazer face ao crescente volume de carga resultante da expansão econômica e aliviar a congestão dos portos causada pela falta de cais.
O CULTIVO
DE PÉROLAS
Em séculos passados, havia algumas lendas que explicavam o nascimento da pérola. Segundo os hebreus, ela era a condensação das lágrimas vertidas por Adão e Eva depois do crime do filho Caim. Para os romanos, resultava do choro das ninfas e era consagrada a Vênus porque, como ela, nascera nos mares. Uma fábula oriental, por sua vez , afirmava ser a pérola o fruto do casamento da ostra com o orvalho.
Agora que sabemos tudo- ou julgamos saber-, a realidade dissolveu quase completamente a atmosfera de poético mistério que cercava essa jóia admirada e desejada por todas as mulheres do mundo. A pérola é um dos mais antigos símbolos da perfeição. Era, por exemplo, tão altamente considerada entre os romanos que apenas pessoas de uma certa condição social tinham permissão par usá-la. Plínio o Velho, que viveu entre os anos 23 e 79 de nossa era, refere-se às pérolas como " a mais rica de todas as mercadorias e o primeiro entre todos os artigos do mundo". E Lólia Paulina, mulher do Imperador Calígula, cobria-se de pérolas de cabeça aos pés.
A pérola não passa de uma secreção endurecida que o molusco deposita ao redor de uma partícula irritante que não consegue eliminar. As características que a fazem desejável e ás vezes excepcionalmente cara são a sua iridescência e a translucência. Quanto maior a perfeição da forma (esférica ou gota), tanto maior será o valor da pérola. Somente as encontradas em moluscos com conchas revestidas de madrepérola são de qualidade e se consideram verdadeiras. As de outros moluscos são avermelhadas ou esbranquiçadas, mais como porcelana, sem o brilho verdadeiro.
Na década de 1980, o japonês Kokichi Mikimoto começou as pesquisas que iriam conduzir à moderna indústria de pérolas cultivadas. Até aquela época, eram necessárias cerca de mil ostras para obter duas pérolas.
Mas, embora as pérolas cultivadas mais famosas tenham sido obtidas no Japão, onde existem inúmeras fazendas marinhas para esse fim, os pioneiros nesse ramo são os chineses. Eles são, inclusive, responsáveis por uma verdadeira curiosidade: pequeninas pérolas com a forma de um Buda sentado!
O cultivo só não é maior, hoje, para não desvalorizar o produto. Os japoneses são os campeões em quantidade, mas os chineses se superaram em criatividade. A Austrália vem obtendo pérolas de alta qualidade, suas pérolas possuem a cor prateada, com brilho indescritível e suas gemas tem cerca de oito milímetros de em menos de três anos de cultivo.
TIAO FELIPE BALDASSO